Não disse e não falei...
É uma pena, é uma raiva,
é uma vergonha indignada.
Adjectivos e nomes que pensei.
Ignorar, vender, ultrapassar,
e remoer.
Foram os verbos que me esqueceram.
Eles não sabem encaixar os momentos de ajuda e desprezo,
não sabem descoser a vitória das amizades celebrada
ao copo, eles não sabem jantar carne à alegria,
eles...eles não sabem minar as faltas do vinho e do riso.
Não disse e não falei...
Mas eles não sabem o que é!
sábado, 18 de julho de 2009
Dias de Funeral
Esta semana foram dias de funeral.
A vida esqueceu-se,
o passado estagnou.
Construi-me de tábuas que
rangem a rigidez.
Encontrei e mandei-me por mensagens,
e o que foi de mim, ficou preso na comunicação.
A vida esqueceu-se,
o passado estagnou.
Construi-me de tábuas que
rangem a rigidez.
Encontrei e mandei-me por mensagens,
e o que foi de mim, ficou preso na comunicação.
terça-feira, 17 de março de 2009
Estes dias...
Estes dias,
Falei demais e sem pontuação emotiva.
Eu adoro falar demais mas não gosto da culpa de falar a mais.
Estes dias do ano são os melhores para o ego e os piores para a conciência.
Hoje recordo aquele dia e vejo-o honesto e desprotegido como o olho cegado pelo sol.
Falei demais e sem pontuação emotiva.
Eu adoro falar demais mas não gosto da culpa de falar a mais.
Estes dias do ano são os melhores para o ego e os piores para a conciência.
Hoje recordo aquele dia e vejo-o honesto e desprotegido como o olho cegado pelo sol.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Aconteceu-me na feira popular
Peguei em mim hoje e fiz-me de feira popular, daquelas que existiram outrora nos feriados das cidadezinhas. Em minutos respirava a mais pura adrenalina da brisa a 20 metros do chão, depois fui-me encostando nos choques das luzes e solavanco a solavanco correndo entre as danças dos outros. Migrei de diversão em diversão, agarrando ao paladar pedaços de insinuações próprias do algodão doce. Antes de anoitecer, voltei às casas assombradas e assombrei-me na experîencia mais próxima do escuro. E na volta, percebi que na feira popular nunca é noite.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Ao primeiro dia
O primeiro dia é sempre o dia que se espera.
Esta afirmação pode não fazer muito sentido para todos, mas tem sentido que baste para alguns.
Ora vejamos, esperamos pelo primeiro dia de escola enquanto que crianças, esperamos pelo primeiro dia em que damos o primeiro beijo apaixonado, esperamos pelo primeiro dia em que recebemos o primeiro ordenado, ansiamos a espera do primeiro dia do primeiro TAL e COISA.
Portanto, esperamos sempre no primeiro dia, às vezes com desagrado e outras vezes com desejo.
E este foi o meu primeiro dia do primeiro Tal e Coisa.
Esta afirmação pode não fazer muito sentido para todos, mas tem sentido que baste para alguns.
Ora vejamos, esperamos pelo primeiro dia de escola enquanto que crianças, esperamos pelo primeiro dia em que damos o primeiro beijo apaixonado, esperamos pelo primeiro dia em que recebemos o primeiro ordenado, ansiamos a espera do primeiro dia do primeiro TAL e COISA.
Portanto, esperamos sempre no primeiro dia, às vezes com desagrado e outras vezes com desejo.
E este foi o meu primeiro dia do primeiro Tal e Coisa.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Factos e cafés
E quando...a preguiça impede factos, acontecimentos maravilhosos na história, ou uma simples ida ao café e a tão aguardada conversa. E quando o mundo irradia exorbitâncias num arco-iris de estimulos, e aqui, a preguiça cede, é vencida, no fim de contas não é inexoravel.
Fomos derrotados pelo arco-iris do mundo e cedemos, mas nada está lá, os acontecimentos os factos a exorbitância do mundo, a conversa esperada, nada está.
Só tomei o preguiçoso café na certeza que a preguiça ganhou.
Fomos derrotados pelo arco-iris do mundo e cedemos, mas nada está lá, os acontecimentos os factos a exorbitância do mundo, a conversa esperada, nada está.
Só tomei o preguiçoso café na certeza que a preguiça ganhou.
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